Francisco DOS SANTOS

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Francisco Dos Santos
© A. Videira Santos, Para a História do Cinema em Portugal, Cinemateca Portuguesa, 1990, p. 102.

  

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E já agora é justo que deixemos aqui consignado o nosso ao modesto artista português, o actor Francisco do Santos, que no espectáculo de ontem foi chamado pelo público.
Este cavalheiro é quem exibe o Cinematographo porque a pessoa que a sociedade artística encarregara de ir ao estrangeiro comprar o aparelho e estudar a forma dele funcionar, não soube dar conta do recado.
Quem sabe? Talvez se esquecesse pelo saminho.
[...] Nada menos de 14 quadros [...] nos apresenta hoje a extraordinária máquina.A Tarde, Lisboa, 29 août 1896.

4.2.8. La empresa Guilherme da Silveira & Cª (septiembre de 1896)

Desde los inicios del cinematógrafo, Portugal va a desempeñar un papel primordial en la difusión del nuevo invento por una parte importante de la Península. De esta serie de lusitanos que recorrieron España durante los años 1896 y 1897 –mientras lo contrario no existió–, los primeros y los más importantes con Azevedo y Marques, pero que sólo empezaron al parecer en el año 1897, estuvieron directamente relacionados con una sociedad lisboeta la Empresa Guilherme da Silveira & Cª. El origen de esta sociedad está relacionado con la construcción del Teatro Dona Amélia – hoy teatro São Luiz–, para la cual fue constituida. La iniciativa se debe al actor Guilherme da Silveira que había empezado su carrera en 1863:

Guilherme de Silveira estreara-se no Teatro D. Maria II corria o ano de 1863, sem grande entusiasmo da plateia. Em 1875, porém já empresario com companhia propia, é visto no Brasil Rio de Janeiro, onde reúne fortuna, voltando a Portugal em 1887 para construir um teatro. A fortuna arrecada no Brasil permite-lhe concretizar o sonho, para o que constituiu uma sociedade em 1892[1].

Guilherme da Silveira, desciende de la célebre familia de Willem van der Hagen, consiguió efectivamente convencer a varios ricos inversores entre los cuales estaba Luís de Braga Júnior[2], vizconde de São Luiz de Braga[3] (26 marzo de 1850, Rio Grande do Sul, Brasil-15 de marzo de 1918, Oporto) que había desarrollado una labor teatral en Brasil donde había conocido a Guilherme da Silveira. Ambos se asociaron con Celestino da Silva, un antiguo empresario en Brasil, António Ferreira Ramos de Miranda, familiar de Ramalho Ortigão, negociante en Río de Janeiro, Alfredo Miranda y Alfredo Waddington. Gracias a la iniciativa de Guilherme da Silveira –españolizado en “Guillermo Silveira”– el Teatro, obra del arquitecto francés Louis Reynaud, se inauguró el 22 de mayo de 1894. En este coliseo se ofrecieron obras originales o traducidas de los autores más considerados e interpretadas por las mejores compañías españoles, francesas o italianas.

Entre las diferentes actividades de la sociedad van a añadirse, a partir de junio de 1896, las exhibiciones cinematográficas. La prensa portuguesa fue detallando los diferentes trámites que se llevaron a cabo para la compra y la recepción del aparato, un animatógrafo que venía directamente de Londres:

Têm-se referido os jornais ao sucesso monstro alcançado em Paris e Londres pelo Animatographo de Lumière […] en Londres, o empresário do teatro Alhambra […] levantou, num més, un milhao.

Pois este verdadeiro Animatographo, que nada tem que ver com as imitaçoes apresentadas sob o mesmo nome, vai ser exhibido brevemente […] no teatro D. Amélia, para o que a respectiva sociedade artística acaba de celebrar contracto com o inventor.

Assim, teremos […] a verdadeiro Animatographo, além doutras inovaçoes electricas e de mecânica aplicadas à música […] no mais elegante teatro de Lisboa[4].

Figura 550. Teatro D. Amélia (c. 1900)
© Arquivo Municipal de Lisboa, AFML – A 8703

La situación lisboeta fue bastante singular ya que si las exhibiciones del aparato en el Teatro Dona Amélia empezaron el 15 de agosto de 1896, Edwin Rousby ya había empezado las suyas en el Real Coliseu de Lisboa el 18 de junio donde estuvo hasta mediado de julio. Tras una estancia de casi un mes en el Teatro-Circo Príncipe Real en Oporto y presentaciones en Espinho y Figueira da Foz, el “electricista húngaro” reanudó sus proyecciones en Lisboa en el mismo coliseo a partir del 27 de agosto. Sin embargo, los empresarios del Teatro Dona Amélia, había empezado una auténtica campaña de calumnia aduciendo que el aparato que había funcionado en Lisboa, el de Rousby, era un falso animatógrafo. La reacción del pionero húngaro fue contundente:

O ANIMATOGRAPHO– […] Ao Público […] Tendo a empresa dum dos teatros de Lisboa [Teatro Amélia] feito publicar diferentes reclames e anúncios dizendo haver contractado o Animatographo do teatro Alhambra, de Londres, acrescentando que esse Animatographo era o verdadeiro, pois que o meu era apenas uma imitaçao e un Animatographo falsificado, vejo-me colocado na absoluta necessidade de –em legítima defesa– castigar semelhante calúnia, e desmascarar a burla feita ao público de Lisboa […]

É absolutamente falso que o Animatographo que está funcionando num dos teatros de Lisboa seja o do teatro Alhambra […] que ainda continua funcionandoi no mesmo teatro.

O Animatographo, que tive a honra de apresentar ao ilustrado público de Lisboa, é absolutamente igual e do mesmo fabricante do que funciona no Alhambra.

Nao é uma imitaçao mas um verdadeiro Animatographo.

E para que as minhas declaraçoes claras e precisas nao possam ser postas em dúvida, ofereço desde já a quantia de 500 000 réis a quem provar o contrário.

Na próxima semana terei a honra de paresantar novamente no Real Coliseu, o meu verdadeiro Animatographo… e além disso farei conhecer em Lisboa os aperfeiçoamentos feitos por Mr. Paul ao invento do genial electricista Edison, que ha pouco uma outra empresa teatral anunciou, e cuja exibiçao nao passou de anúncios e reclames.

Eu só anuncio o que hei-de cumprir.

EDWIN ROUSBY

Electricista de Budapesth[5].

La batalla de los animatógrafos así empezó y los empresarios del teatro D. Amélia, el Vizconde de S. Luís Braga y el actor Guilherme da Silveira contestaron de manera inmediata publicando una declaración y el contenido de unos telegramas:

A imprensa e ao publico

O nobre e ilustre Fidalgo Visconde de S. Luís Braga, e o não menos ilustre e afamado actor Guilherme da Silveira, ínclitos empresários do teatro D. Amélia, coadjuvados pelo seu austero e respeitável secretário, insistem em fazer reclamar o Animatógrafo que exibem no seu teatro, como sendo o verdadeiro do teatro Alhambra, de Londres, apesar do protesto peremptório de mr. Rousby, corrobarado com a oferta de 500 mil réis a quem provasse o contrário do que ele afirmou e sustenta.

Simplesmente para que a Imprensa e o público possam prestar completa homenagem ao cavalherismo e lisura com que aqueles cavalheiros procedem nos seus reclames, publicamos os seguintes documentos […][6].

Dejando aparte la polémica, lo cierto es que el aparato del Teatro Dona Amélia, cuyos propietarios eran el Sr. José Dos Santos Libório y Zea [o Ze] Bermudes, se iba anunciando en la prensa como “animatographo” hasta el día 12 de agosto –justo el día en que se patenta el cinematograph de Wrench– y a partir de allí ya sólo se habló de “cinematographo” y nunca más de “animatographo”. El abandono completo del nombre “animatographo” por el de “cinematographo” se podría explicar porque en Londres, en el último momento, el comprador, Libório o Bermudes, se decidió por el aparato de Wrench. La presencia del animatógrafo de Rousby desanimaría a los portugueses de usurpar el nombre del aparato de Paul. También se podría pensar que se trataba de una estrategia comercial para utilizar el nombre que estaban imponiendo los Lumière –uno de sus aparatos estaba en Londres haciéndole la competencia al animatógrafo de Paul– frente al menos difundido y de denominación variable del inglés –también se conocía como theatrograph.

El actor Francisco Dos Santos tuvo un papel destacado porque intervino en las proyecciones consiguiendo ajustar perfectamente el ritmo como lo relata detalladamente el Jornal do Comércio, Lisboa, 19 de agosto de 1896:

Nos bastidores

Alguns colegas denunciaram há días o facto de estar sendo dirigido por um artista portugués o Animtógrafo em exibição no teatro D. Amélia.

Nada de extraordinário o facto, que em Portugal há artistas de muita inteligência e aplicação, mas algumas circunstancias que o revestem obrigam-nos a contar por completo a história do Animatógrafo do D. Amélia, fazendo-lhe uns comentarios que nos parecem necessários.

Há tempos, foi comprado em Londres por um homem de dinheiro, um animatógrafo com destino àquela casa de espectáculos.

Com o aparelho foi contratado naquela cidade um homem que o faria funcionar.

Daí a pouco anunciava-se a première do animatógrafo, e no teatro tratava-se da montagem indispensável.

Chegadad, porém, a noite do espectáculo, o encarregado do funcionamento do aparelho declarou-se incompetente.

Foi preciso un contra-anúncio salvador para desencravar a empresa (permitam-nos a frase, jà agora quase entrada nos domínios do clasicismo).

Um actor modesto e inteligente, o sr. Francisco dos Santos, que por ali estaba examinando o aparelho, ofereceu-se para livrar a empresa do fiasco a que estaba sujeita pela falta de quem soubesse fazer funcionar o animatógrafo.

E no outro dia realizou-se a paresentação, é claro com as indecisões própias da estranheza do métier, mas revelando aos poucos iniciados na substituição uma intelegência e perícia digna de notar-se.

Daí por diante, os aperfeiçoamentos no funcionamento do aparelho têm sido sensíveis e o público tem-lhe prodigalizado largos aplausos.

Era natural que estas demonstrações de agrado devessem ser recebidas e agradecidas pelo artista que maneja a máquina cinematográfica, mas com espanto do público ese homem nunca apareceu a agradecer.

Isto é o que se tem visto.

O que se não vê, porém, mas que é certo é isto: os empresários do animatógrafo, em vez de remunerarem, como devem, o artista que os salvou dum fiasco, têm-lhe dado apenas uma insignificantíssima quantia como remuneração de um trabalho que sabem lhe custaria bem caro feito por um estrangeiro.

Além disso, com o intuito de, provavelmente, enganerem o público, fazendo-o supor que o aparelho funciona sob a direcção de qualquer sumidade do teatro do Alhambra, de Londres, não têm, segundo nos informam, consentido que o artista encarregado do funcionamento da máquina venha ao palco agradecer os aplausos que justamente lhe prodigalizam.

Esses factos contêm uma tal significação moral que nos obrigaram a vir aquí denunciá-los.

Mostram eles três coisas: os escrúpulos de certas consciencias, a esperteza de certos empresários e a situação dos pobres artistas portugueses inteligentes e trabalhadores.” E, em aditamento de última hora, esclarecía-se:

“Depois de escrito este artigo, o público, fazendo justiça à inteligencia do modesto artista a que acima nos referimos, tem-o chamado ao palco, vitoriando-o como merece.

Resultado da denuncia feita pelos jornais.

Ainda vale alguma coisa a Imprensa[7].

Fue gracias a la inteligencia del actor Francisco dos Santos como, en el teatro Dona Amélia, las proyecciones se desarrollaron sin problema señalado hasta que el 31 de agosto de 1896 por la noche cuando hubo un principio de incendio en la cesta donde estaban las cintas cinematográficas y se perdieron muchas vistas entre las cuales Dança SerpentinaTrapeiroAvenida de WestminsterCasamento Real y Afixar Cartazes. El primero de septiembre terminaron las exhibiciones en el coliseo y allí empezó la gira por España.

La labor de difusión del cinematógrafo va a ser realmente impresionante y los pioneros portugueses tuvieran un papel fundamental presentando el aparato en prácticamente todas las capitales andaluzas. Al parecer los que estuvieron realmente en España fueron los dos actores Francisco dos Santos y Guillermo Silveira acompañados al parecer de António Manuel Teixeira. Siempre según la prensa portuguesa, el animatógrafo estuvo en Madrid y dio algunas sesiones:

O actor Francisco Santos, que há pouco esteve no teatro D. Amélia trabalhando com o Animatographo, acha-se em Madrid apresentando aquele aparelho[8].

Figura 551. Francisco dos Santos[9]

Este anuncio, en una fecha tan tardía, se tiene que considerar con cierta prudencia. En el mes de septiembre, en Madrid, no se ha localizado, por ahora, ningún cinematógrafo que funcionara, y además en aquel momento, el aparato ya estaba en Sevilla. Lo único que se puede admitir es que los pioneros llegaron efectivamente a Madrid en los primeros días de septiembre y que tuvieron tal vez algún contacto para presentar el animatógrafo. Esto no excluye que tal vez presentara su cinematógrafo en alguna ciudad próxima de la capital como Toledo donde se exhibió un aparato durante el segundo semestre de 1896[10]. Curiosamente, meses más tarde, estando la empresa Guilherme da Silveira en Granada, El Popular aludió a unas vistas –muy probablemente fotográficas–, una de ellas sacada en Toledo:

El cinematógrafo

El viernes tendrá lugar la inauguración del cinematógrafo en uno de nuestros teatros probablemente en el Principal.

La empresa posee una magnífica colección de vistas nacionales de verdadero mérito histórico-artístico.

Entre éstas, se encuentra el “Palacio árabe de Granada”, los “Monumentos visigóticos de Toledo”, la “Danza serpentina, Loie Fuller” y otras muchas que han llamado la atención en todos los públicos[11].

Aunque esto no constituya una prueba de la presencia de los portugueses en Toledo, es sin embargo una información a tener en cuenta, ya que al fin y al cabo Francisco dos Santos estuvo en Madrid y luego presentó su cinematógrafo en Sevilla.

De hecho es muy probable que, como fue su punto de partida, fuera Madrid también el final de su giro como se verá. Lo cierto es que la primera etapa importante de Francisco dos Santos fue Sevilla donde presentó el cinematógrafo en el Café Suizo como lo señaló Tarde del 21 de septiembre de 1896:

O actor Santos, que esteve no teatro D. Amélia, trabalhando com o Animatographo, acha-se actualmente en Sevilha exibindo aquele aparelho[12].

Y con bastante retraso O Repórter del 11 de octubre:

O ANIMATOGRAPHO EM SEVILHA O Animatographo que esteve no teatro D. Amélia está acutalmente em Sevilha, no “Salao Suisso”, onde todas as noites a concorrência é enorme.

Quem dirige o aparelho é nosso compatriota Francisco dos Santos […] que aqui esteva como actor da sociedade artística.

Representando a empresa do Animatographo está também naquela cidade o nosso amigo António Manuel Teixeira, inteligente secretário da empresa Guilherme da Silveira & C.ª.

As vistas que têm causado maior entusiasmo sao: “Uma Oficina de Sarralharia”

INCÉNDIO DA ÓPERA CÓMICA DE PARIS

“Uma Corrida de Cavalos em Londres”, “Noite Terrivel”, “O comboio”, “O desfilar do Regimento”[13].

Estas informaciones son esenciales para la identificación de los pioneros portugueses y para confirmar que el primer aparato que se estrenó en Sevilla (146 205 h.) fue efectivamente un animatógrafo aunque, como en Portugal, siempre se anunciara en España como “Cinematógrafo”. La capital andaluza no había recibido todavía la visita de ningún cinematógrafo y constituía evidentemente para unos comerciantes como los portugueses un lugar idóneo para hacer negocio. La necesidad de adaptarse a las situaciones locales hicieron que Francisco Dos Santos no siempre escogiera un “salón” para su aparato como fue el caso en Sevilla, o sea que resulta difícil determinar un modelo tipo de exhibiciones de las fotografías animadas. El café Suizo de Sevilla fue levantado hacia 1860, estaba situado en la calle Sierpes, 27 y 29 y organizaba programaciones artísticas en su salón. Según las épocas fue cambiando de nombre: café Suizo, Salón Suizo, Teatro Palacio Edén, etc. Fue remodelado varias veces en su historia hasta llegar a ser salón de cine en 1906. En los primeros días de septiembre se anunció la llegada de un Animatógrafo:

Ya está anunciada la presentación en esta capital del último adelanto de la electricidad, el Animatógrafo, o sea la fotografía con vida. Su objeto es reproducir con toda naturalidad los movimientos que la vida puede apreciar[14].

Sin embargo, las incertidumbres sobre el teatro o el lugar donde iban a tener lugar las exhibiciones del animatógrafo se reflejan en la prensa:

En breve se presentará al público de Sevilla, probablemente en el teatro de Cervantes, el Cinematógrafo, maravilloso invento que ha llamado la atención en Europa y en las dos o tres capitales españolas donde se ha presentado.

El Cinematógrafo es una aplicación de la fotografía del movimiento, prodigio de la mecánica moderna del que no puede dar idea exacta más que la visión directa, resultando pálidas todas las explicaciones que puedan darse[15].

Como se puede apreciar los contactos tuvieron lugar con el teatro de Cervantes que finalmente no pudo acoger el nuevo invento; existe aquí, como en muchísimos otros casos, una dimensión puramente arbitraria en la elección de los lugares que podían presentar el cinematógrafo. La prensa rectificó el anuncio evocando un error aunque pudo ser, más probablemente, un cambio de lugar circunstancial:

De un día a otro se exhibirá en el antiguo local donde estuvo el café Suizo, el Animatógrafo, anunciado por las calles hace muchos días. No es cierto, como han dicho algunos periódicos, que se exhibirá en el teatro de Cervantes[16].

Y de hecho, en Sevilla, empezaron, el 17 de septiembre, en el café cantante Suizo:

Esta noche emperezará en el salón del Suizo el maravilloso espectáculo conocido por el Cinematógrafo. La primera sección será a las ocho y está dedicada a las autoridades y a la prensa. En el salón se han colocado las sillas de preferencia en el centro, y fuera de una baranda que encierra a aquéllas, están los demás asientos. Tenemos entendido que este espectáculo ha de llamar poderosamente la atención del público sevillano, que desfilará seguramente por el salón del Suizo. Entre los varios cuadros que se exhibirán, son los más notables. La llegada del tren expreso a la estación de Joinville, cuadro compuesto de 2.500 fotografías, y la Pasada de un regimiento para las grandes maniobras de Long Champs, cuadro compuesto de 8.000 fotografías. Los precios son 60 céntimos y 30 respectivamente[17].

Figura 552. Invitación a la sesión para las autoridades y la prensa del 16 de septiembre de 1896

De esta misma sesión inaugural, con invitaciones, El Español ofreció una descripción más detallada:

EL CINEMATÓGRAFO

Anoche, en el salón del Suizo, se dio a conocer en Sevilla este curioso invento de la ciencia.

El cinematógrafo es la reproducción de escenas de la vida real, por medio de la fotografía, presentándolas con la animación y movimientos naturales.

Es digno ciertamente de la fama de que goza.

En la sección primera de anoche, dedicada a las autoridades y a la prensa de Sevilla, se exhibieron varios cuadros que causaron la admiración de todos por su propiedad en la reproducción. Entre los más curiosos citaremos un cortejo en Francia para la celebración de un premio a la virtud; la danza de la Bella Chiquita; la llegada de un tren a la estación de Joinville; una vista de las costas de Normandía; pasaje de un regimiento francés, y otros.

Entre otras autoridades asistieron los señores Gobernador civil, Alcalde, Delegado de Hacienda, Juez Decano y varios concejales.

Le auguramos un éxito al espectáculo[18].

Sin embargo, ambos artículos son característicos de las repercusiones periodísticas que tuvieron en general los cinematógrafos, sobre todo cuando el exhibidor era el redactor, lo cual en este caso no se puede afirmar. La prensa también dedicó largos artículos bastante convencionales y de divulgación científica al cinematógrafo[19].

 

Salón del Suizo.

Calle de las Sierpes

Segunda presentación en

esta ciudad el viernes 18 de septiembre de 1896

del grandioso invento

del siglo XIX

___________

Espectáculo dividido en secciones en las que se exhibirán, entre los varios cuadros que componen cada sección, las célebres

LLEGADA DEL TREN EXPRESO A LA ESTACIÓN DE JOINVILLE

Cuadro compuesto de 2 500 fotografías

Y el

DESFILE DE UN REGIMIENTO PARA LAS GRANDES MANIOBRAS DE LONCHAMPS

Cuadro compuesto por 3 000 fotografías.

Primera sección a las ocho en punto

Segunda sección a las 9 en punto

Tercera sección a las 10 en punto

Cuarta sección a las 11 en punto

______________

Los programas con la descripción de los cuadros en cada sección se distribuirán a la entrada del salón.

1ª Sesión.– A las ocho en punto.

Títulos de los cuadros:

1º “MASKELINE”, célebre jugador de manos del teatro Alhambra de Londres.

2º “EL JARDINERO REGANDO FLORES”, cuadro de gran efecto cómico.

3º “LA GRAN CORRIDA COMICA”, juego de agilidad pedestre.

4º “CORONACIÓN DE ROSIERE”, cortejo para la célebre distribución del premio a la virtud en una ciudad de Francia.

5º “DANZA DE LA BELLA CHIQUITA”, cuadro colorista de sensación.

6º “TRIBULACIONES DE UN PORTERO”

7º “EL MAR”, vista sacada de las costas de Normandía.

8º. “LLEGADA DEL TREN EXPRESO A LA ESTACIÓN DE JOINVILLE”, gran cuadro de sensación compuesto de 2.500 fotografías.

9º “DESFILE DE UN REGIMIENTO PARA LAS GRANDES MANIOBRAS DE LONG CHAMPS” cuadro compuesto por 3 000 fotografías.

10º “LA NOCHE TERRIBLE”, cuadro de gran efecto cómico.

__________

Este programa podrá ser alterado en la exhibición de cualquiera de los cuadros anunciados por causa de fuerza mayor, no dejando nunca de presentar el número de cuadros anunciados en este programa

Figura 553. Programas de mano, Salón Suizo, Sevilla, 18 de septiembre de 1896
© AMS y Miguel Ángel Yánez Polo[20]

Por suerte se han conservado una serie de programas de mano que nos permiten conocer de manera bastante precisa la forma adoptada para las sesiones del café Suizo. Después de la sesión inaugural del 17 de septiembre, reservada a la prensa y a los invitados, los portugueses anunciaron sus programas. El principio básico era la función homogénea con unas diez vistas en cada sección, de una duración de una hora cada una. Gracias al programa del 23 de septiembre podemos apreciar la forma de propaganda que utilizaban los exhibidores: ponían de realce una cinta en cada sección: La Gran corrida de Caballos en el Hipódromo de LondresDesfile de un Regimiento para las grandes maniobras de Long ChampsLlegada de un tren a la estación de Joinville y en la última sección dos vistas, Llegada de un tren y Noche terrible.

   

Figura 554. Programas de mano, Salón Suizo, Sevilla, 23 de septiembre y 5 de octubre de 1896
© AMS

El programa completo que se ha conservado permite apreciar de qué manera los portugueses procedían a combinaciones bastante equilibradas entre vistas generales, vistas de actualidad, cintas cómicas e, incluso, una vista de danza atrevida que Edwin Rousby ya había presentado en Madrid en el pasado mes de mayo.

La exhibición del cinematógrafo en el Salón Suizo tuvo cierta repercusión regional ya que La Provincia de Huelva evocó con bastantes detalles la inauguración de las sesiones:

Nos dicen de Sevilla:

“En el hermoso Salón del café Suizo se inauguró anteanoche el maravilloso invento titulado “El Cinematógrafo”.

Efectivamente es maravilloso el novísimo invento y digno de verse, pues los cuadros reales que se manifiestan son dignos de todo encomio y dan una idea exacta del notable invento.

Merecen especial mención los cuadros de la llegada de un tren express a la estación de Joinville y el pasaje de un regimiento para las grandes maniobras de Long Champs, cuyos detalles son imposibles describir, y sólo pueden apreciarse viendo sus efectos.

A la primera sección asistieron las autoridades, señoritas e individuos de la prensa, saliendo todos maravillados del precioso y recreativo espectáculo.”

Es muy probable que este invierno tengamos en Huelva dicho aparato[21].

Sin embargo, en Sevilla, en lo sucesivo, la información periodística fue mermando aunque sí se señaló, de forma bastante repetida, que el público estuvo muy satisfecho y, como solía hacerse, los cuadros preferidos fueron bisados. Estas reacciones, repercutidas por la prensa, podían tener que ver sin embargo con reclamos de la Sociedad que presentaba el aparato, y sabemos que las exhibiciones no fueron tan perfectas como lo afirmaban los reclamos:

El único defecto que se nota, es la vibración grandísima del aparato. Si pudiera esto reducirse un poco, el efecto sería muchísimo mejor[22].

Los cinematógrafos de los inicios padecieron principalmente de dos defectos: la oscilación de la proyección y el centelleo debido a la luz. Pocos fueron los aparatos que escaparon de estos desperfectos, siempre los mejores el cinématographe y el cronofotógrafo Gaumont.

De vez en cuando se presentaban vistas nuevas y excepcionalmente se ofrecían descripciones muy detalladas con fue el caso de Derby de R.W. Paul:

El maravilloso invento el Cinematógrafo no deja de ser el punto culminante de atracción para el público. Esta noche se estrena un nuevo cuadro que representa unas carreras de caballos en el hipódromo de Londres. El caballo vencedor en el Derby ha sido el caballo favorito del príncipe de Gales. El entusiasmo producido en Londres fue enorme, pues hacía 25 años que el gran premio no era conferido a ningún caballo de las caballerizas reales; más de cien mil personas asistieron a la gran fiesta. Este cuadro representa el momento de la llegada del vencedor, viéndose venir a gran distancia los jockeys corriendo, y al frente el caballo vencedor. El público, lleno de entusiasmo, asalta la pista y corre a vitorearlo. Mañana se estrenarán dos nuevos cuadros: Un taller de herrería y el momento en que los bomberos salvan a las víctimas en el incendio del teatro de la Opera, de París. Como se puede apreciar, la empresa del Cinematógrafo no cesa en su empeño de dar gran variedad al espectáculo[23].

Figura 555. R.W. Paul, Derby (1896)

Esta descripción detallada también es la que figura en el programa del día 23 de septiembre, lo cual indica claramente que el artículo de El Noticiero sevillano era un puro reclamo.

La competencia que podía representar el cinematógrafo para el teatro la volvemos a encontrar en la capital andaluza donde la calidad de las obras presentadas era tan ínfima que:

[El] público […] prefiere pasar las veladas en el salón Suizo, viendo el desfile de las tropas, las carreras de caballos del Derbi, y otros cuadros que el Cinematógrafo le ofrece por pocas perras.

Ya que hablo del maravilloso invento, parece que la empresa del Duque nos ofrecerá otro. Así que tendremos fotografía animada por partida doble[24].

También se anunciaba la llegada próxima de otro aparato que, de hecho, no representaría ninguna competencia para el café Suizo dada la calidad flojísima de las proyecciones que tuvieron lugar en el teatro del Duque. Lo único que provocó este segundo artilugio es una confusión en los comentaristas[25] que ya no sabían hacia donde salía el cinematógrafo del café Suizo, que de hecho se fue a la vecina Jerez.

La última presentación del cinematógrafo de los portugueses tuvo lugar el lunes 5 de octubre de 1896, día de la despedida y en el programa que editaron se deshacía en agradecimientos:

Esta empresa en virtud de otros Contratos, termina hoy sus espectáculos y viene públicamente dar testimonio de su gratitud para con el público a la prensa y finalmente para con todos aquellos que tan galantemente acogieron desde la noche de su debut no solo demostrando notable entusiasmo todas las noches a sus espectáculos, como también haciendo ver con los aplausos que les dispensaron el justo mérito que les ha merecido el CINEMATÓGRAFO el más perfecto de todos los que se tienen exihibido [sic] en España hasta hoy.

Repitiendo de nuevo su agradecimiento, anunciamos hoy un espectáculo extraordinario, dividido en CUATRO SECCIONES, compuestas 12 CUADROS de fotografía Animada, cada una, exhibiéndose los que más aplausos han obtenido en este Salón[26].

Si bien con modalidades diferentes, el papel de difusión de los portugueses por Andalucía fue similar al que tuvo Charles Kalb desde Valencia hasta Irún y no sólo por la extensión del trayecto sino también por la duración del recorrido, ambos empezaron en septiembre de 1896 y ambos terminaron en enero de 1897. Frente a Rousby cuyo mérito fue ser el primero en presentar un aparato cinematográfico en España, pero al fin y al cabo, únicamente en Madrid y frente al sistema Lumière todavía limitado a Madrid, Charles Kalb y Francisco dos Santos, éste acompañado de Guillermo Silveira, fueron de hecho los grandes y primeros divulgadores del cinematógrafo en España.

Casi un año más tarde, en septiembre de 1897, en el Salón Suizo, se volvió a presentar un cinematógrafo “Edisson”:

SALÓN ANTES CAFÉ SUIZO.– Sierpes, 27 y 29.– Cinematógrafo Edisson.– – Funciones por secciones todas las noches, principiando [sic] a las ocho y terminando a las doce. Precio: Entrada y asiento de butaca, un real[27].

En este caso, las sesiones las organizaba Mr. Jean Cárdenas y se mantuvieron hasta abril del año 1898.

Figura 556. Salón Palacio Eden, “cinematógrafo”, 30 de septiembre de 1897
© AMS

En cuanto a los portugueses y a su empresario D. Ricardo Mosquera, lo que estaba previsto era que fueran a Cádiz a presentar el cinematógrafo en el Teatro Principal. De hecho, la prensa gaditana anunció con antelación esta llegada:

[…] Nos dicen que en breve se exhibirá en este teatro el cinetógrafo que en la actualidad funciona en el Suizo de Sevilla, con gran éxito. […][28]

Por razones desconocidas, pero que tenían que ver probablemente con la competencia del otro aparato que funcionaba en el Teatro Duque y que terminó presentando un cinematógrafo en el Teatro Circo de Cádiz, los portugueses renunciaron a presentar el aparato en la capital gaditana, en aquel momento, y se detuvieron pocos días en Jerez (60 004 h.) aunque fuera en aquel momento una ciudad pobladísima. Las sesiones tuvieron lugar en el Teatro Principal, del 8 a 11 de octubre de 1896 y a pesar de la ausencia de informaciones –El Guadalete sólo ofrece artículos muy cortos– la organización global de las funciones fue similar a la que hubo en Sevilla, sobre el modelo de las representaciones del café Suizo. Gracias al Diario de Cádiz sabemos que el empresario del aparato era efectivamente Ricardo Mosquera:

El Cinematógrafo, de que es empresario D. Ricardo Mosquera, y que con tanto éxito actúa en el antiguo café Suizo de Sevilla, contado por llenos rebosados las cinco exhibiciones de cada noche, debutará en Jerez pasado mañana para dar cinco funciones a lo menos.

Según informer [sic] que tenemos por verídicos, vendrá luego a Cádiz[29].

El Guadalete, por su parte,va a publicar breves informaciones que confirman que el cinematógrafo constituía el único espectáculo de las sesiones:

TEATRO PRINCIPAL– GRAN FUNCIÓN PARA HOY.

Segunda presentación del célebre Cinematógrafo.

Precios: Butaca con entrada, 60 céntimos. Paraíso, 15[30].

En un artículo posterior se puede leer además que “esta noche es la última función, habiendo tres únicas sesiones en las cuales se exhibirán cuadros distintos en cada una de ellas[31].”

A pesar de las poquísimas informaciones, un artículo revela que, como se había señalado en Sevilla, las sesiones no fueron del todo perfectas y que se notaban algunos desperfectos:

Continuó anoche exhibiéndose en el Teatro Principal los cuadros del cinematógrafo, concurriendo a presenciar numeroso público en todas las secciones particularmente durante la primera y segunda, demostrando su agrado la concurrencia en los cuadros, El jardinero regando las flores, cuyo asunto se presenta completa la exhibición y que es uno de los cuadros mejores. El del Cortejo cívico también es un cuadro que agrada mucho a los expectadores como en general casi todos los que exhiben.

Todas las noches preséntanse cuadro nuevos y esperamos que si la empresa tiene especial cuidado para que los cuadros se presenten con esmero, salvan en lo posible las dificultades del lugar, continuará con público bastante en muchas noches[32].

La evocación de “las dificultades del lugar” se refiere probablemente a la disposición del Teatro Principal y tal vez a los problemas que estaban relacionados con las exhibiciones en los teatros mucho más difíciles de adaptar que un “salón” de tal o cual café o casino. El último anuncio publicado evocaba el final de las exhibiciones:

Siguen exhibiéndose en nuestro Teatro Principal los cuadros del “Cinematógrafo” con gran beneplácito del público que acude en bastante número a presenciarlos y a aplaudir muchos de ellos, siendo anoche el que más agradó La carrera de caballos, a juzgar por los nutridos aplausos de la concurrencia.

Esta noche es la última función, habiendo tres únicas secciones en las cuales se exhibirán cuadros distintos en cada una de ellas[33].

Si bien la estancia en Jerez fue breve, tampoco se quedaron mucho tiempo los portugueses en Cádiz (70 177 h.). Estando todavía en Jerez, Francisco dos Santos publicó un artículo en la prensa gaditana para anunciar su próxima llegada:

Cinematógrafo

La empresa del Cómico publica el siguiente anuncio:

Interesante público, la empresa de este coliseo tiene la satisfacción de anunciar que ha contratado, para empezar a la mayor brevedad, el maravilloso aparato llamado el Cinematógrafo, considerado por todos los hombres científicos como la última palabra de los inventos, no sucediendo así con los aparatos llamados Cinetógrafos y Vitógrafo que carecen en absoluto de la sin igual perfección del cinematógrafo que es el que esta empresa tendrá el honor de presentar a pesar de los cuantiosos gastos que ocasiona.

El autor del cinematógrafo ofrece 100.000 ptas. al que presente un aparato tan perfeccionado como su cinematógrafo.

El asombro de los públicos de París, Londres, Viena, San Petersburgo, Roma, Lisboa, y últimamente Madrid, como sabe todo el mundo, no lo ha causado el cinetógrafo, ni el Citógrafo, sino el cinematógrafo[34].

Como ya se había podido notar en Portugal, con los ataques virulentos contra Edwin Rousby, Guillermo Silveira y Francisco Dos Santos no vacilaban en proceder a una publicidad agresiva en defensa de su propio cinematógrafo y menospreciando cualquier tipo de aparato de proyección. Como el aparato del Teatro Duque de Sevilla había conseguido adelantarlos en Cádiz, sus ataques eran todavía más duros. En el artículo se acumulan nombre como cinetógrafo, vitógrafo y citógrafo que muestran en cualquier caso la gran confusión que podía existir para quien no entendía precisamente de cinematógrafos. Curiosamente, los portugueses recuperaron a cuenta propia el argumento económico que, contra ellos, había utilizado Rousby prometiendo una enorme cantidad –se supone que nadie llegó a demostrar la superioridad de otro aparato con relación al que llevaban los portugueses–, lo cual constituía un simple argumento publicitario como lo era la larga lista de ciudades en las cuales se había estrenado el cinematógrafo, confundiendo por supuesto diferentes aparatos, entre ellos, el Lumière en el caso por ejemplo de Viena o de San Petersburgo. En Cádiz, a la diferencia de lo que había ocurrido en Sevilla o en Jerez, los pioneros andaban sobre mojado ya que pocos día antes ya se había presentado un kinetógrafo, el mismo que se había presentado también en Sevilla pocos días antes cuando Francisco Dos Santos seguía en el salón del café Suizo. Existía así una forma de competencia y de rivalidad entre dos aparatos, lo cual podía explicar la agresividad de los portugueses.

De hecho, la prensa poco se ocupó de este segundo aparato –del primero quedan más huellas– y también se dedicó a comparar los dos cinematógrafos:

El nuevo cinematógrafo que anoche debutó en el Teatro Cómico no ha llamado grandemente la atención del público gaditano, conocedor ya de la maravillosa aplicación de la fotografía y de la electricidad a la apariencia e ilusión del movimiento de las figuras. El que ha sido exhibido en el Teatro Principal las noches anteriores, no tenía ni mejores ni peores condiciones que el que primeramente hemos mencionado.

Si en aquel, las figuras aparecían de tamaño desproporcionado a veces por lo grandes, defecto que dan más realidad al cuadro, en este último se presentan demasiado pequeñas, circunstancia que no favorece por cierto el mayor lucimiento. Sólo dos cuadros de los diez presentados fueron aplaudidos. En los restantes el público no encontró la novedad que esperaba […][35].

Frente a los reclamos que se encuentran muy a menudo en la prensa, un artículo como éste tiene la virtud de poner mejor las cosas en su sitio, y las críticas del articulista son interesantes en la medida en que muestran que la perfección de su cinematógrafo proclamada por los portugueses era bastante relativa. Es bastante probable que el objetivo que utilizaba Francisco Dos Santos –que al parecer ocupó las funciones de proyeccionista– estaba más adaptado para salones como el del café Suizo de Sevilla que para coliseos como los de Jerez o de Cádiz. En cualquier caso, la colocación de un aparato cinematográfico siempre constituyó en esos primeros tiempos un elemento muy delicado de resolver. En cuanto a lo poco que se sabe del espectáculo en sí, las sesiones de cinematógrafo alternaron con zarzuelas en los tres días que estuvieron dando exhibiciones los portugueses.

Tras las rápidas etapas jerezana y gaditana, el cinematógrafo llegó a Córdoba (57 313 h.) donde se quedó unos diez días. Es interesante notar cómo la estancia de los cinematógrafos no era únicamente tributaria de la población local y en el caso preciso de Córdoba, menos poblada que Jerez o Cádiz, las exhibiciones duraron mucho más tiempo. Fue también en una sala de espectáculos, el Teatro Circo del Gran Capitán donde se dieron las sesiones del cinematógrafo. Desde el día 21 de octubre, El Diario de Córdoba estaba anunciando la próxima llegada del cinematógrafo que venía de Sevilla y Cádiz. El programa completo, aunque sin el título de las vistas se publicó en el mismo diario el 23 de octubre, día del debut del cinematógrafo en Córdoba, donde de hecho no se había presentado ningún aparato hasta entonces.

Figura 557. Primer programa del cinematógrafo de Francisco Dos Santos
Diario de Córdoba, 23 de octubre de 1896

El programa era bastante parecido al que se había ofrecido en Sevilla en particular en la organización por secciones, aunque como se puede apreciar, estaban espaciadas de tres cuartos de hora, lo cual podría indica una mayor destreza en el manejo del aparato ya que el número de vistas seguía siendo el mismo. Una indicación en el programa señala que el cinematógrafo es “el único y verdadero aparato inglés que recorre la Andalucía” lo cual confirma que bien podría ser el cinematograph de Wrench. Si bien es cierto que El Diario de Córdoba volvió a repetir el anuncio en los siguientes días[36] hasta las últimas sesiones, el resto de las informaciones es más bien limitado, siendo la reseña del día 25 la que más datos ofreció:

Teatro-Circo.– La primera exhibición del célebre invento llamado el Cinematógrafo, llevó anteanoche al Teatro-Circo del Gran Capitán numerosa y distinguida concurrencia. El Cinematógrafo, o sea la fotografía animada, con personajes, edificios, objetos, tipos y escenas cómicas, presentados con gran variedad y exactitud, causaron la admiración general en todos los concurrentes, que aplaudieron la mayor parte de los cuadros, obteniendo también a petición del público la reproducción de algunos. El desfile de un regimiento, el jardinero, el oleaje del mar en la costa, los tres clowns, la carrera de caballos y otros varios, produjeron en la concurrencia los efectos de la admiración. En las tres primeras sesiones, principalmente, se vieron ocupadas todas las localidades del Teatro-Circo al que [¿acudieron?] todos los profesores de la orquesta capital. Para esta noche se anuncia variada función[37].

Se puede notar la consabida satisfacción del público en este artículo que tal vez podría ser un reclamo. Lo cierto es que muestra que, como se hacía en el teatro o en la zarzuela, los cuadros que más gustaban se repetían a petición del público. El Diario de Córdobadel domingo 1º de noviembre anunciaba el final de las funciones cinematográficas, de manera bastante lacónica:

Teatro Circo.– Esta noche se verificará en el Teatro-Circo del Gran Capitán la última exhibición de los notables cuadros del maravilloso invento Cinematógrafo[38].

Figura 558. Hauser y Menet, Córdoba, Paseo y Teatro del Gran Capitán, 1905.

Desde Sevilla, y a pesar de las necesidades relacionadas con los lugares donde se iba presentado el cinematógrafo, los portugueses procuraron mantener una estructura similar, una fórmula que, de hecho, proponía precios muy asequibles –15 céntimos para el paraíso… donde tal vez no se viera gran cosa– con reajustes y bajas como se podía notar en el precio de las “sillas con entrada” que costaban 50 céntimos en Córdoba, mientras en Sevilla, el equivalente “butaca con entrada” ascendía a 60 céntimos.

Desde la salida de Córdoba y la llegada a Granada (75 054 h.) transcurren unos diez días, lo cual supone una larga interrupción para unos pioneros que, como cualquiera, pretendían rentabilizar la compra del cinematógrafo. Por eso no se puede excluir que los portugueses fueran visitando otras ciudades más pequeñas, exhibiciones de las cuales no se ha conservado huella periodística. Lo cierto es que el cinematógrafo llegó a Granada el día 9 de noviembre como lo anunciaba La Publicidad:

En el tren corres [sic] de anoche llegó a Granada el prodigioso aparato denominado Cinematógrafo, que tanto ha elogiado la prensa en estos últimos meses.

El Cinematógrafo es el aparato de su clase más perfeccionado que se conoce en España, y en Granada ha de llamar poderosamente la atención, porque ya se ha visto un espectáculo análogo y podrá el público apreciar la extroardinaria diferencia que existe del uno al otro, y lo muchísimo que se ha adelantado con el Cinematógrafo, pues presenta cuadros magníficos sin la gran oscilación a que aquí estamos acostumbrados y es notable y numerosa la colección de vistas que trae consigo el propietario de tan perfeccionado aparato.

No se sabe aún donde ha de establecerse en esta población, ni si la Compañía de Electricidad podrá facilitar la fuerza que necesita para que funcione el Cinematógrafo, pero confiamos en que se orillarán las dificultades que puedan presentarse y podremos admirar este adelanto del siglo[39].

Esta gacetilla es rica en informaciones, aunque probablemente se trate sencillamente de un reclamo. Lo primero es que el articulista o publicista conocía la situación local ya que se recordaba la presencia del kinetógrafo Werner, uno de los cinematógrafos surorientales, del mes de septiembre anterior. Además hacía hincapié en uno de los problemas constantes de los primeros aparatos y que duró bastantes años, el de la oscilación –tal vez se tratara de hecho del centelleo. Por último, las dudas sobre el lugar escogido para las exhibiciones muestran que las giras tenían componentes aleatorios, siendo la electricidad uno de los más importantes, y que si bien se escogía la ciudad, el salón o el coliseo no se decidían sino en el último momento. En este caso, las dificultades fueron reales. Entre los anuncios más sorprendentes está la gacetilla, que ya hemos citado, de El Popular que detallaba parte del repertorio:

El cinematógrafo

El viernes tendrá lugar la inauguración del cinematógrafo en uno de nuestros teatros probablemente en el Principal.

La empresa posee una magnífica colección de vistas nacionales de verdadero mérito histórico-artístico.

Entre éstas, se encuentra el “Palacio árabe de Granada”, los “Monumentos visigóticos de Toledo”, la “Danza serpentina, Loie Fuller” y otras muchas que han llamado la atención en todos los públicos[40].

Que estuviera La Danza serpentina en el repertorio de los portugueses esto se ha podido comprobar, pero que figuraran dos vistas nacionales –Palacio árabe de GranadaMonumentos visigóticos de Toledo– no deja de sorprender. Primero por ser esta la única referencia a dichas presuntas vistas, segundo porque nada permite pensar que los portugueses pudieran rodar cintas. Con muchísima prudencia se tiene que considerar ese tipo de anuncio. Pudo ser un truco publicitario, pudo ser un error, pudo ser un anuncio prematuro, etc. Pero no se puede excluir que fueran efectivamente vistas animadas.

De hecho, El Popular y El Defensor de Granada anunciaron el mismo día 13 de noviembre las primeras funciones del cinematógrafo. Los portugueses iban a introducir ligeras modificaciones en la organización general de las sesiones, mientras la fórmula habitualmente adoptada hasta entonces era de cuatro secciones de diez vistas cada una, en Granada, las sesiones se reducirían a tres:

El Cinematógrafo.

Esta noche tendrá lugar en el teatro Principal una escogida función dividida en tres secciones, en cada una de las cuales se exhibirán primorosos cuadros entre los que se halla la célebre y aplaudida “Dama serpentina” [sic].

El espectáculo dará comienzo a las ocho de la noche, siendo las dos secciones sucesivas a las nueve y a las diez[41].

Pero como se puede apreciar, en vez de tres cuartos de horas se volvió a sesiones de una hora. Sin embargo, esta sesión no tuvo lugar por razones técnicas y sólo al día siguiente[42] los granadinos pudieron disfrutar de las presentaciones cinematográficas:

Mañana definitivamente debutará el aparato Cinematógrafo, no pudiendo ser hoy come se quería, por no haberse concluido la difícil y gran instalación que se está haciendo del aparato y de la luz eléctrica[43].

La variedad de periódicos granadinos hace que tengamos una visión bastante precisa de las sesiones y de las circunstancias que rodearon estas exhibiciones. El Popular volvió a comparar el nuevo cinematógrafo con el aparato presentado meses antes:

El cinematógrafo.

Anoche se inauguró en el teatro Principal, la serie de representaciones que han de darse con el nuevo y maravilloso aparato, conocido con el nombre que encabeza estas líneas.

El Kinetógrafo cuyo funcionamiento era conocido de muchos concurrentes por haberlo visto en otro aparato análogo que estuvo instalado en los bajos de la terraza, gustó anoche de modo extraordinario, pues las oscilaciones que tanto molestaban a la vista en el primero que se estableció en Granada, apenas se observan, en el que anoche se inauguró, mereciendo unánimes aplausos, la presentación de las fotografías animadas, sobre todo la famosa danza serpentina, que es verdaderamente una maravilla, pues la ilusión es completa.

El teatro se vio muy concurrido en las tres secciones, y es seguro que cada noche se verá más, dada la perfección que se ha logrado en la realización del descubrimiento que nos ocupa[44].

La comparación que establece el periodista tiene bastante interés ya que nos permite considerar que, teniendo en cuenta lo que la prensa andaluza ha ido diciendo, se trataba de un cinematógrafo de calidad aceptable y en cualquier caso superior al kinetógrafo Werner, un aparato en general bastante deficiente. En cuanto al repertorio se anunciaron La corrida de caballosque constituía el clou del corpus, Un rompeolas de la playa de Normandia[45]Una señorita tomando un baño[46]La Bella ChiquitaLa Serpentina y Riña de gallos[47].

Por su parte, la prensa portuguesa que iba siguiendo a distancia el periplo de sus compatriotas no dejó de señalar la presencia de Francisco Dos Santos en Granada en noviembre de 1896:

ANIMATOGRAPHO PORTUGUÉS O Animatographo português, que esteve no teatro D. Amélia e que pertenece ainda aos empresários daquela casa de espectáculo, está actualmente no teatro Principal de Granada e continua a ser dirigido pelo nosso compatriota e amigo o actor Francisco Dos Santos.

A concorrência ao Teatro Principal tem sido enorme […][48].

Esta presencia granadina se volvió a señalar en el periódico Tarde del 26 de noviembre de 1896:

O actor Francisco Dos Santos, que apresentou o Animatographo no teatro D.Amélia, está actualmente trabalhando com muito agrado do público no teatro Principal de Granada[49].

Estos testimonios confirman claramente que los pioneros portugueses recorrían toda Andalucía y resulta por lo menos curioso que, en Portugal, se volviera a emplear el nombre “animatographo” para designar el aparato que, como se ha visto, era con más probabilidades otro cinematógrafo inglés. Lo cierto es que en Andalucía se iba utilizando únicamente el nombre de “cinematógrafo”.

El éxito, los cuadros nuevos, etc. forman parte de las exhibiciones cinematográficas de los portugueses, y la estancia en Granada se hubiera acabado como las otras, si con motivo de la supuesta última función no hubieran modificado algunos aspectos de su espectáculo:

La empresa del Cinematógrafo, da hoy martes la última y definitiva función a beneficio del público, con grandes rebajas de precios, y exhibiendo en cada sesión 12 vistas de las más escogidas del repertorio, y advirtiendo que en la última sesión exhibirá una vista colorida, que ha sido aplaudidísima por todos los públicos y es una señorita tomando un baño[50].

Por una parte, se cambió el número de vistas y se bajaron los precios, lo cual era a menudo una técnica para no sólo atraer a los espectadores sino para seguir proyectando durante unos días más, como ocurrió aquí en Granada. Pero lo que constituye una novedad es la presencia de un déshabillé en colores que representa a “una señorita tomando un baño.” Francisco Dos Santos estuvo entre los primeros en presentar en España un déshabillé, y en color, probablemente el primero. En los programas ya conocidos nunca apereció ningún deshabillé con anterioridad, lo cual se comprende por la sencilla razón de que las vistas pícaras de Eugène Pirou se rodaron durante el otoño de 1896 y que no podían difundirse antes, pero no quita que se rodara alguna antes, como la del catálogo Pathé. La táctica en este caso consistía en presentar la película en “sección golfa” o sea la última sección, suponiendo que los niños y las señoritas ya estaban recogidos en sus casas. La consecuencia era el éxito que se lograba con algo que los granadinos no habían visto todavía:

A petición de muchos señores que no habían podido llevar a sus familias en las noches anteriores a que viesen el magnífico Cinematógrafo que se exhibe en el teatro Principal, y porque anoche asistió mucho más público que de costumbre, la empresa ha anunciado para hoy otra función, en la que se presentarán cuadros notables y algunos de colores, como la Bella Chiquita, la SerpentinaRiña de gallos, etc.[51].

Los portugueses permanecieron poco tiempo en Granada, tal vez porque ya tenían negociadas otras exhibiciones en Almería.

Desde Sevilla, los portugueses iban atravesando toda Andalucía –y es probable que falten todavía etapas– de Occidente a Levante y así es como llegaron a lo que podría considerarse como su última etapa importante, Almería (46 806 h.). El Teatro Novedades se había inaugurado el día 24 de junio de 1883 con el estreno de la zarzuela La Campanone. En el momento en que Francisco Dos Santos y Guillermo Silveira iban a presentar su cinematógrafo, al Teatro Novedades le quedaba poco tiempo de vida, en efecto a principios de 1898 se tiraba como lo señala La Crónica Meridional:

Por fin…

Pasado mañana empezará a desarmarse el barracón llamado teatro Novedades, que según saben nuestros lectores, será reemplazado por uno de hierro de más seguridades y cabida que el actual.

Ya era justo, siquiera por el buen nombre de Almería, que desapareciera el Teatro Novedades, que por un milagro no nos ha aplastado una noche a los asiduos concurrentes al mismo.

Verdaderamente que ha sido una valentía en una noche de las muchas que se han presentado de lleno completo, asistir al teatro[52].

En ese mismo coliseo, se anunciaron las proyecciones desde el sábado 21 de noviembre tanto en La Provincia como en La Crónica Meridional:

El Cinematógrafo

Hemos tenido el gusto de saludar a D. Ricardo Mosquera, dueño del nuevo y moderno aparato denominado el Cinematógrafo, debido a la inagotable invención de Edisson y que tanto éxito ha alcanzado en Granada, cuya prensa recientemente ha hecho grandes elogios, así como en todas las demás capitales donde se ha exhibido.

Es un adelanto maravilloso en virtud del cual, la imagen fotográfica toma la animación y movimientos propios del original, haciendo presenciar una acción ejecutada por seres reales. La ilusión es completa. Desde la butaca del teatro asiste el espectador como por arte de mágico, a representaciones de escenas que han tenido lugar a mucha distancia.

Probablemente se dará a conocer a nuestro inteligente público, dicho maravilloso adelanto, dentro de breves días en el teatro de Novedades[53].

El artículo es de interés por ser pocos los que como él señalan no el dueño, como se verá, sino el empresario del cinematógrafo. En los inicios del cine, lo que se solía poner de realce eran las películas y el aparato, pero el nombre del empresario casi nunca figuraba y ocurría otro tanto con el dueño del cinematógrafo. La prensa almeriense, al cometer un error, nos va a desvelar el nombre del propietario del aparato:

El Cinematógrafo

Mañana por la noche se expondrá en el teatro Novedades, el célebre aparato inventado por Edisson, conocido por cinematógrafo, el cual será presentado al público almeriense por primera vez.

Ayer dijimos equivocadamente que dicho aparato era propiedad de D. Ricardo Mosquera, no siendo así porque éste es del empresario del mismo, acompañándole como representante del dueño, D. Guillermo Silveira, a quien hemos tenido el gusto de saludar.

Dada la celebridad del aparato, se espera que mañana se vea muy concurrido el teatro Novedades[54].

En el primer artículo ya sabíamos que el aparato venía de Granada y en éste se nos desvela el nombre de Guillermo Silveira, o sea la españolización de Guilherme da Silveira. La presencia de éste en Almería deja suponer que de hecho fueron realmente tres los hombres que recorrieron Andalucía con el cinematógrafo como se indicó al principio de la gira y si bien Francisco Dos Santos fue probablemente el operador, Guillermo Silveira y António Manuel Teixeira iban como representante de la empresa Guilherme da Silveira Cª. La Crónica Meridional del mismo día propone un largo artículo que ni quita ni pone nada a lo que ya se sabe del aparato y cuya función es meramente divulgativa:

El Cinematógrafo

De este aparato que en el teatro Novedades se expondrá mañana, creemos oportuno dar una descripción, para que nuestros lectores vean la importancia de esta curiosidad científica que ha llamado la atención en todas las capitales.

Tal como hoy se presenta consiste en una larga tira de una película transparente en las que unas a continuación de otras, se hallan una serie de fotografías obtenidas por el procedimiento instantáneo y que corresponden a las diferentes posiciones que ofrece durante el intervalo de un minuto el movimiento de un objeto, tomadas estas posiciones a pequeñísimos intervalos.

La tira en cuestión se realiza con rapidez delante de una linterna mágica y en el cuadro transparente que ve el público se proyectan aquellas fotografías en orden y sucesión rápida (de treinta a cincuenta por segundo); de manera que como la impresión que produce en la vista del espectador cada una de dichas fotografías no se ha borrado cuando llegue otra a presentarse del mismo modo y después otra y otras, la imagen parece continua y en movimiento.

La ilusión sería aún más completa si con el fin seguramente de que cada presentación dure algo más, no se llevase la marcha del movimiento con demasiada lentitud, lo cual en ciertos casos lo descaracteriza y hace poco verosímil.

Hasta ahora el Cinematógrafo es un simple juguete, cuya mejor y más útil aplicación consiste en estas presentaciones al público; en ciertos casos, sin embargo, puede recibirlas más serias e instructivas; por ejemplo: empleándolo para analizar los movimientos complicados, el paso de un caballo a las diferentes marchas y otros análogos.

Tomando a largos intervalos fotografías de una planta, de una flor o de una persona en situaciones y aspecto lo más semejante posible, se puede asistir en algunos segundos al desarrollo completamente de una evolución verificada en la realidad en muchos días, meses o años, constituyendo así un elemento de enseñanza poderosísimo e insustituible.

En una palabra: el Cinematógrafo permitirá, si se perfecciona lo bastante, ver cómodamente, examinar y analizar en sus más ligeros pormenores todo lo que por demasiado rápido o por demasiado lento se sustrae a la acción de nuestro juicio en las circunstancias ordinarias[55].

La inmensa mayoría de las descripciones del funcionamiento del cinematógrafo se refiere a generalidades que se pueden encontrar en cualquier documento científico –La Ilustración española y americana ya había dedicado un largo artículo durante el verano al cinematógrafo[56]– o que ya se encontraban en el artículo que le dedicó al cinematógrafo José Echegaray[57]. Al fin y al cabo, lo único que merece señalarse –y que supone probablemente una experiencia propia– es cuando el articulista achaca al proyeccionista la pérdida de la ilusión cinematográfica por razones puramente comerciales. Cierto o no, el periodista pone de manifiesto una posible práctica que permitía evidentemente ganar tiempo –el ritmo de fotogramas por segundo tenía que ser de 16 para una visión confortable, pero se podía ralentizar hasta 14 e incluso menos… aunque provocando un lentitud que no sería del agrado del público. A la diferencia de lo que solía ocurrir, los cronistas se extendieron bastante sobre las proyecciones del cinematógrafo; por supuesto señalaron la presencia de un numeroso público que “a pesar del tiempo algo desapacible que reinaba[58]” acudieron al Teatro Novedades para la inauguración de las sesiones. Como si el artículo del domingo anterior no bastara, el articulista –el mismo u otro– reincidió en la presentación del cinematógrafo en forma de prospectiva no del todo descabellada por cierto:

El Cinematógrafo

Anoche fue presentado al público por segunda vez en el teatro Novedades, el prodigioso invento de Edisson, conocido por el cinematógrafo.

Dicho aparato causó la admiración de la numerosa concurrencia que había en el teatro.

Todas las vistas estuvieron muy bien presentadas, resultando con los más exactos caracteres de la realidad escenas animadas que iban apareciendo en el lienzo, por la continuada y rápida sucesión de fotografías.

Este prodigioso portento ha de ser notablemente mejorado quitándole los inconvenientes de las oscilaciones de la luz eléctrica y llegando a completarse con el fonógrafo.

Entonces podremos admirar en el lienzo donde se esbozan las cinematografías, la figura de Castelar o Cánovas gesticulando y haciendo sus propios movimientos mientras por medio del fonógrafo oigamos su eminente palabra.

Es decir, la maravilla más grande que se puede pedir, perpetuar la figura, los movimientos y la voz humana.

Si levantaran la cabeza nuestros antepasados, los que todo lo atribuían a las brujas, se pasmarían de ver cómo podemos admirar desde las butacas de Novedades, la vida y animación de uno de los boulevares de París sin faltar detalle alguno, como si estuviéramos sentados en uno de los balcones de los edificios enclavados en la hermosa avenida de la República[59].”

Si bien hay pocas cosas realmente novedades, el articulista da una dimensión claramente española pensando en figuras como la de Castelar o de Cánovas[60]; por cierto, pocos meses le quedaban a éste pues murió asesinado el 8 de agosto de 1897, en el balneario de Santa Águeda (Mondragón), y no se ha conservado ninguna imagen animada del líder político… Además, el cronista vuelve a señalar –como se vio en otras etapas– que las oscilaciones seguían siendo un problema del cinematógrafo de los inicios, y no únicamente en el de los portugueses.

La fórmula de Guillermo Silveira y Francisco Dos Santos parece no haber variado mucho desde los inicios de la gira en Sevilla con diferentes secciones y un número variable de películas por sección en torno a las diez. En cuanto a la publicidad funcionaba utilizando siempre los mismos trucos: la novedad de las vistas y la próxima salida:

En obsequio al público que ha correspondido con su favor al esfuerzo hecho por los empresarios del aparato, el espectáculo constará esta noche de diez números cada sección estrenándose nuevas y notables fotografías últimamente pedidas a París.

Mañana viernes tendrán lugar las últimas exhibiciones del cinematógrafo, por tener que cumplir sus empresarios con un contrato firmado para un teatro de Alicante[61].

Los portugueses no fueron a Alicante, tal vez porque allí, ya habían empezado sus exhibiciones Adolfo [Arrengo] y Charles Lamas desde el día 21 de noviembre, y como lo habían hecho en Granada reservaron a la última función su déshabillé:

En obsequio al público y por ser esta noche definitivamente la última función del espectáculo Cinematógrafo, la función será entera y en ella se estrenará una preciosa fotografía colorida que representa una señorita tomando un baño.

La entrada general costará 25 céntimos[62].

Indudablemente Francisco Dos Santos y Guillermo Silveira aplicaban con impecable eficacia la fórmula apenas modificada puesta a punto desde Sevilla y que globalmente le había ido bien. La despedida tuvo lugar el 30 de noviembre, tras una semana de exhibiciones, antes de que los pioneros siguieran su gira:

Anoche con motivo de ser la última sesión de Cinematógrafo, acudió a Novedades una concurrencia tan escogida como numerosa.

Esta tarde salen para Huercal Overa los señores de la empresa, donde se proponen dar a conocer tan prodigioso invento[63].

Si bien es cierto que el público acudió a ver el cinematógrafo, para quien el nuevo invento fue realmente una revelación fue para el periodista de La Crónica Meridional que seguía apasionado:

La ciencia adelanta y lo que ayer ni se pudo aún soñar, lo da hoy por problema resuelto.

¿Quién pudiera imaginar que se había de lograr el perpetuar los propios y naturales movimientos de las personas, como se conserva y guarda la fisonomía en una tarjeta corriente de fotografía?

Esta maravilla, debida al cinematógrafo, que hemos admirado estos últimos días, tendrá general aplicación cuando el tiempo y la ciencia lo acaben de perfeccionar y lo pongan al alcance de todas las fortunas.

Es my posible y casi lógico esperar que en el ya próximo siglo se destierren de nuestras salas y demás habitaciones, los inanimados retratos y en su lugar tengamos un lienzo donde un cinematógrafo y un fonógrafo, nos presenten a nuestra voluntad, las fotografías animadas y la voz de aquellas personas que vivieron o viven unidos a nosotros por los estrechos lazos del parentesco, los sinceros de la amistad y el cariño.

Los viajes de recreo con este procedimiento no serán tan frecuentes, pues podremos ver desde la butaca de un teatro, todas las maravillas del mundo con su propia animación.

Hasta donde llegaremos en materia de adelantos, es una cuestión bien compleja pues la ciencia no tiene límites, cuando el estudio y el esfuerzo humano la trabajan, dando resultados sorprendentes que jamás se pudieron imaginar.

En cuanto al aparato cinematógrafo, que da ocasión a estas líneas, cuando más reconoceremos su importancia, es cuando se le eviten los inconvenientes de las oscilaciones de la luz eléctrica, que tanto molestan, con la aplicación de un foco poderoso de Dumont u otra cualquier clase de luz que sea más uniforme, y perfeccionando las fotografías para que no resulten borrosas.

Ahora no es más que dejar entrever la importancia que tiene el invento de Edisson, fabricado por Lumière[64].

Con el entusiasmo, apenas templado por las oscilaciones debidas a la luz eléctrica, del periodista, Almería había descubierto el cinematógrafo gracias a los pioneros portugueses y sólo volvería a poder disfrutar de imágenes animadas en 1898[65].

En cuando a José Dos Santos Libório, el primer dueño del cinematógrafo siguió con la exhibición de animatógrafos y en 1906 lo presentaba en el Grande Casino de París, na Avenida da Liberdade en Lisboa[66].

Si llegaron y permanecieron en Huercal Overa (16 064 h.), no lo sabemos, y al parecer no presentaron más el cinematógrafo en España. De Huercal Overa podían haber seguido hacia Murcia… pero allí estaba Charles Lamas. De los portugueses ya no se sabe nada, tal vez regresaron a Portugal tras su gira andaluza como se puede suponer por la presencia en Lisboa de un aparato del que se dice que estuvo en el teatro Dona Amélia:

A distinta “chanteuse” Cinira Polónio organizou uma “troupe”, partindo come la em excursao pelas províncias.

Arrendou o teatro Principe Real, de Coimbra, onde deu o seu primero espectáculo. Foi com a “troupe” o Animatographe que ultimamente trabalhou no teatro D. Amélia[67].

Es lo último que se sabe de los pioneros portugueses.

Desde su salida de Portugal hasta Almería, Francisco Dos Santos y Guillermo Silveira presentaron un número apreciable de cintas que no debían de superar las cincuenta. Hemos indicado los títulos en español y/o portugués según los casos. Utilizando los criterios que hemos definido, se podrían repartir las películas según los siguientes pre-géneros:

Las Vistas generales[68]:Avenida de WestminsterEl Mar (P. O Mar na Costa da Normandia); El oleaje del mar en la costaLa llegada del tren correo a la estación de Lyon; La Quema del follaje (P.: O Queimar das Folhas);Las vistas de París; Llegada del tren expreso a la estación de Joinville (P, Chegada do Comboio Express a Joinville); Los atletas; Los boulevares de París [avenida de la República]; Una pelea de gallosRiña de gallos; Un rompeolas de la playa de Normandía ; Un taller de herrería (P. Uma Oficina de Serralheiro).

Las Vistas cómicas: El Jardinero regando Flores El Jardinero (P. Regando as Flores); La Gran corrida cómica (P. Corrida Cómica); La Noche terrible (P. Noite Terrível); La Policía interviniendo en una riña; O Fotógrafo; Los tres clowns; O trapeiroTribulaciones de un portero (P. Porteiro em Pancas).

Las Vistas de actualidad: Coronación de Rosiere (P. Coraçao de Rosière); Desfile de un regimiento para las grandes maniobras de Long Champs (Desfilar do Regimento); El Cortejo cívicoEl incendio del teatro de la Opera cómica de París[69];Saida do Cortejo RealMarlborough HouseO Casamento da Princesa Maud[70]Unas carreras de caballos en el hipódromo de Londres (P. Corrida de Cavalos em Londres, Derby-1896)[71].

Figura 559. Anónimo, Incendio de la Ópera Cómica, 26 mayo 1887
Foto sacada al día siguiente del incendio
© http://incendiesdetheatres.unblog.fr/

Las Danzas: Danza de la Bella Chiquita; La Bailarina (P. A Dançarina); La danza Serpentina (P. Dança Serpentina).

Los Déshabillés: Una señorita tomando un baño.

Transformaciones: Maskeline[72].

Figura 560. John Nevil Maskelyne (1839-1917)

El corpus de las sociedad Guilherme da Silveira & Cª presenta una variedad bastante equilibrada de pre-géneros con la presencia de vistas de danza y de un déshabillé. El origen de las vistas no se puede adscribir a una única casa aunque es cierto que están representados R. W. Paul, Méliès y, probablemente, Pirou. Algunas vistas pueden sorprender en este contexto como La llegada del tren correo a la estación de Lyon, Una pelea de gallosRiña de gallos. La primera se refiere a la estación de Lyon en París[73] y la segunda bien podría ser la vista que figura en el catálogo Pathé de 1899[74].

Guilherme da Silveira siguió con la gerencia del teatro Dona Amélia hasta su fallecimiento en 1900. Le sucedió su socio el Visconde São Luís Braga hasta su muerte en 1918 y luego António Ramos, uno de los socios que estaba relacionado con el escritor Ramalho Ortigão.


[1]Teatro Sao Luiz, col. “Lisboa Porta a Porta”, Lisboa: Câmara Municipal, 2001, p. 10.

[2] Estuvo casado con una valenciana, Aurora Ruffete Garcia (Valencia, 10 de febrero de 1873-Lisboa 16 de julio de 1959), y no tuvieron descendencia.

[3] La gran actriz portuguesa Adelina Abranches ha dedicado en sus memorias unas cuantas páginas a Luiz de Braga. Véase Adelina Abranches, Memórias de Adelina Abranches, Lisboa: Edição da empresa Nacional de Publicidade, 1947, p. 191-197.

[4]A Vanguardia, Lisboa,30 de julio de 1896 citado por Antônio J. Ferreira, ob. cit., p. 73.

[5]O Correio da manha,Lisboa, domingo 23 de agosto de 1896.

[6]O Século, Lisboa, lunes 31 de agosto de 1896.

[7]Jornal do Comércio,Lisboa, domingo 6 de septiembre de 1896.

[8] Tarde, Lisboa, sábado 19 septiembre de 1896.

[9] Amândio Videira Santos, Para a História do Cinema em Portugal, Lisbao: Cinemateca Portuguesa, 1990, p. 102.

[10] Esta hipótesis se podría confirma gracias al anuncio de El Popular de Granada del 12 de noviembre de 1896 que alude a una vista de Monumentos visigóticos de Toledo.

[11] El Popular, Granada, jueves 12 de noviembre de 1896, p. 2.

[12]Tarde, Lisboa, lunes 21 de septiembre de 1896.

[13]O Repórter, Lisboa, domingo 11 de octubre de 1896.

[14] El Porvenir, Sevilla, miércoles 9 de septiembre de 1896.

[15] El Noticiero sevillano, Sevilla, sábado 12 de septiembre de 1896. Un anuncio similar se encuentra en La Andalucía, Sevilla, domingo 13 de septiembre de 1896.

[16] El Porvenir, Sevilla, miércoles 16 de septiembre de 1896.

[17] El Noticiero sevillano, Sevilla, jueves 17 de septiembre de 1896.

[18] El Español, Sevilla, viernes 18 de septiembre de 1896, p. 2.

[19] “El Cinematógrafo”, El Progreso, Sevilla, martes 6 de octubre de 1896, p. 1.

[20] El Programa de la derecha está transcrito íntegramente en Miguel Ángel Yáñez Polo, Historia de los fotógrafos de la calle Sierpes, Sevilla: Asociación Sierpes, 1984, 39-41. En esta obra breve, erróneamente, el autor considera que se trata del cinematógrafo Lumière. Además no da la fuente del documento del Café Suizo. Además resulta delicado saber si es un mismo programa o dos programas reunidos por el autor, aunque el contenido es, sin duda alguna, auténtico.

[21] La Provincia, Huelva, jueves 22 de septiembre de 1896, p. 2.

[22] La Andalucía, Sevilla, jueves 22 de septiembre de 1896.

[23] El Noticiero sevillano, Sevilla, miércoles 23 de septiembre de 1896.

[24] La Andalucía, Sevilla, viernes 25 de septiembre de 1896, p. 3.

[25] El Noticiero sevillano, Sevilla, sábado 3 de octubre de 1896 y lunes 5 de octubre de 1896.

[26] Programa de mano, Salón Suizo, Sevilla, 23 de septiembre de 1896, AMS.

[27] La Andalucía, Sevilla, jueves 24 de septiembre a 13 de octubre de 1897.

[28] Diario de Cádiz, Cádiz, domingo 4 de octubre de 1896, p. 2.

[29] Diario de Cádiz, Cádiz, martes 6 de octubre de 1896, p.2.

[30] El Guadalete, Jerez, viernes 9 de octubre de 1896.

[31] El Guadalete, Jerez, domingo 11 de octubre de 1896.

[32] El Guadalete, Jerez, sábado 10 de octubre de 1896, p. 2.

[33] El Guadalete, Jerez, domingo 11 de octubre de 1896, p. 2.

[34] Diario de Cádiz,Cádiz, viernes 9 de octubre de 1896, p. 2.

[35] Diario de Cádiz, Cádiz, sábado 17 de octubre de 1896, p. 2.

[36] El Diario de Córdoba,Córdoba, sábado 24 de octubre de 1896, p. 4, domingo 25 de octubre de 1896, p. 4, lunes 26 de octubre de 1896, p. 1, martes 27 de octubre de 1896, p. 3 y sábado 31 de octubre de 1896, p. 3.

[37] El Diario de Córdoba, Córdoba, domingo 25 de octubre de 1896, p. 2.

[38] El Diario de Córdoba, Córdoba, domingo 1º de noviembre de 1896, p. 2.

[39] La Publicidad, Granada, martes 10 de noviembre de 1896, p. 2.

[40] El Popular, Granada, jueves 12 de noviembre de 1896, p. 2.

[41] El Popular, Granada, viernes 13 de noviembre de 1896, p. 1.

[42] Por su parte El Defensor de Granada, (viernes 13 de noviembre de 1896, p. 2.) anunciaba:

El cinematógrafo.

Vencidas todas las dificultades y hecha la necesaria instalación de la luz eléctrica, esta noche se exhibirá por primera vez en el teatro Principal el cinematógrafo perfeccionado, del cual tenemos las mejores noticias.

El número de exhibiciones del referido aparato será muy corto.

[43] La Publicidad, Granada, viernes 13 de noviembre de 1896, p. 1.

[44] El Popular, Granada, sábado 14 de noviembre de 1896, p. 2.

[45] La Publicidad, Granada, domingo 15 de noviembre de 1896, p. 3.

[46] La Publicidad, Granada, martes 17 de noviembre de 1896, p. 1.

[47] Las últimas tres vistas en La Publicidad, Granada, miércoles 18 de noviembre de 1896, p. 2.

[48]O Reporter, Lisboa, domingo 15 de noviembre de 1896.

[49]Tarde, Lisboa, jueves 26 de noviembre de 1896.

[50] La Publicidad, Granada, martes, 17 de noviembre de 1896, p. 1.

[51] La Publicidad, Granada, miércoles, 18 de noviembre de 1896, p. 2.

[52] La Crónica Meridional, Almería, 22 de enero de 1898, p. 2.

[53] La Crónica Meridional, Almería, sábado 21 de noviembre de 1896, p. 2.

[54] La Crónica meridional, Almería, domingo 22 de noviembre de 1896, p. 2.

[55] La Crónica meridional, Almería, domingo 22 de noviembre de 1896, p. 2.

[56] José Rodríguez Mourelo, “El Cinematógrafo”, La Ilustración española y americana, nº XXVII, Madrid, 22 de julio de 1896, p. 42-43.

[57] “El Tiempo al revés”, El Imparcial (Los lunes del Imparcial), 6 de julio de 1896, p. 3.

[58] La Crónica Meridional, Almería, martes 24 de noviembre de 1896, p. 2.

[59] La Crónica Meridional, Almería, miércoles 25 de noviembre de 1896, p. 2.

[60] Curiosamente, un artículo publicado en el mes de agosto de 1896 en Gijón también evocaba la figura del gran tribuno. El Comercio, Gijón, 15 de agosto de 1896.

[61] La Provincia, Almería, jueves 26 de noviembre de 1896.

[62] La Provincia, Almería, lunes 30 de noviembre de 1896.

[63] La Provincia, Almería, martes 1º de diciembre de 1896.

[64] La Crónica Meridional, Almería, 1º de diciembre de 1896, p. 3.

[65] Lo único que pudieron ver fueron “cuadros disolventes” durante la feria de diciembre de 1897. “Cuadros disolventes. En el paseo del Malecón se hicieron por la noche los cuados disolventes, fiesta organizada por la sociedad “La Capea”, y a la que asistió mucha gente”, La Crónica Meridional, Almería, sábado 21 de agosto de 1897, p. 2.

[66]Diário de Notícias, Lisboa, jueves 18 de octubre de 1906.

[67] Tarde, Lisboa, 1º de febrero de 1897.

[68] Las dos vistas –muy probablemente fotográficas‑ Palacio árabe de Granada y Monumentos visigóticos de Toledo no se han incluido en el corpus cinematográfico por las dudas señaladas.

[69] El teatro de la ÓperaCómica de París se había inaugurado el 28 de abril de 1783. Fue pasta de llamas en 1883 por causa del sistema de colección. Se volvió a inaugurar el 16 de mayo de 1840. El 25 de mayo de 1887 un nuevo incendio acabó, por segunda vez, con el teatro. Un problema del alumbrado de gas costó la vida a 84 personas. A raíz de este incendio, el alumbrado eléctrico se volvió obligatorio en todos los teatros y cafés. Sólo once años más tarde, el 7 de diciembre de 1898 se volvió a inaugurar la Ópera Cómica… Con lo cual la vista no puede presentar el incendio de la ÓperaCómica y lo más probable es que fueran unas maniobras de los bomberos tan en boga en aquellos años.

[70] La boda de la princesa Maud dio lugar a una vista Lumière, pero que obviamente no puede ser la que presentan los portugueses. Dado que no figura en ningún catálogo una vista de este tema, esto podría confirmar que se trata de una cinta de otro constructor como Wrench con su cinematograph.

[71] Persimmon: Paul (15).

[72] Célebre jugador de manos del teatro Alhambra de Londres.

[73] La estación de Lyon… está en París y no en Lyon. La confusión ha conducido a veces a considerar que algunas vistas eran cintas de los Lumière cuando de hecho pertenecían a otros catálogos.

[74] Una cinta con el título Combat de coqs se presentó en Calais en unas proyecciones de un kynématographe, en julio de 1896. Véase Jacques et Chantal Rittaud-Hutinet, ob. cit., p. 123.

3.2.5. Las dudosas vistas de la empresa Guilherme da Silveira & Cia (Septiembre-noviembre de 1896)

La única información que tenemos relativa a posibles vistas rodadas por Guillermo Silveira o Francisco dos Santos la encontramos en El Popular de Granada:

El cinematógrafo

El viernes tendrá lugar la inauguración del cinematógrafo en uno de nuestros teatros probablemente en el Principal.

La empresa posee una magnífica colección de vistas nacionales de verdadero mérito histórico-artístico.

Entre éstas, se encuentra el “Palacio árabe de Granada”, los “Monumentos visigóticos de Toledo”, la “Danza serpentina, Loie Fuller” y otras muchas que han llamado la atención en todos los públicos[1].

Lo primero que tal vez merezca ser apuntado es la expresión “magnífica colección de vistas nacionales” en la cual la palabra “vista” podría entenderse también como simple fotografía. Lo curioso es que durante el recorrido de la empresa Guilherme da Silveira nunca se habla en otra parte de fotografías que pudo presentar. Por otra parte, tampoco se conocen vistas animadas de tema español presentadas durante el recorrido por Andalucía. De hecho, la presunta vista Palacio árabe de Granada ni siquiera se presentó en la ciudad.

Fueran vistas fotográficas o cinematográficas sacadas por la empresa, eso indicaría en cualquier caso que Francisco Dos Santos estuvo en Toledo y posiblemente presentó su cinematógrafo en la ciudad castellana.


[1] El Popular, Granada, jueves 12 de noviembre de 1896, p. 2.

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